segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Comigo-ninguém-pode

Quando era criança morria de medo de comigo-ninguém-pode. Se passasse perto do vaso grande que tinha casa de minha avó e achasse que tivesse tocado numa folha, já me sentia todo contaminado e precisava lavar a mão com urgência. O medo era tanto que algumas vezes cheguei a tomar banho. Vovó sempre falava que era muito perigoso e, na minha cabeça, a planta virou sinônimo do suprassumo do veneno. Hoje, sei que é muito toxica, mas acho bonita e me lembra tanto minha avozinha.


Assim que nos mudamos para onde moro hoje, há quase três anos, compramos um vaso daqueles com setes plantas para proteção. As plantas cresceram, algumas morreram, mas a comigo-ninguém-pode e a espada de São Jorge continuavam lá, bem pimponas. No primeiro semestre deste ano, algumas folhas da comigo ninguém pode começaram a secar. No início pensei ser algo relacionado ao tempo e tal, mas as demais folhas também secaram. Quando vi, até as novas folhas já estavam nascendo danificadas. Não tinha mais jeito. No dia em que ia jogar fora, resolvi cortar os caules e replantar num outro vaso. Seria a última tentativa. Se não vingasse, jogaria fora de vez. O novo vaso ficou um tempão na janela da área de serviço sem nenhuma reação. Aguava sempre, mas com cuidados bem escassos. Na verdade, estive para comprar outra muda várias vezes, mas também não comprei.

Há cerca de duas semanas, tive uma surpresa. Enquanto cuidava de outras coisas na área de serviço passei o olho pelo vaso e estava surgindo um brotinho na lateral de um dos caules podados. Daí então, o brotinho tem crescido e agora começa a surgir uma nova folha. Tomara que minha plantinha renasça bem linda e volte a proteger todos nós.

Um comentário:

Lia disse...

Tomara mesmo ... tão bom quando temos uma surpresa com nossas plantinhas.